Não sei o que me move,
Já não é a raiva ou o ódio,
Não sei qual é o novo combustível.
Os pulsos ainda estão intáctos,
As músicas que me agitavam tornaram-se indiferentes,
A angústia parece estar se transformando em conformismo.
O caixão está todo arranhado,
Já me virei de todos os lados,
Busquei ar, mas o sufocamento parece inevitável.
Uma vida de mentiras,
Limites sempre respeitados em nome da subversão,
A explosão espontânea me deixará satisfeito.
Busca constante de novos combustíveis,
Talvez seja viável a busca de novas doses de soma.
Em meu sangue trago a discórdia,
Só ha contrariações dos meus desejos,
Eterna prisão de grades invisíveis.
Busquemos a iluminação,
A religião como novo combustível?
Pernas novamente enfraquecidas,
O sangue que jora da minha face escorre pela minha boca,
Sinto diáriamente o sabor de ferro que tornou-se o tempero da vida.
Lágrimas salíneas misturadas com o sabor de ferro do sangue,
Novo sabor de suco em saquinho a ser explorado pela indústria?
Despertaria a consciência humana,
Mas o suco de morango esconde melhor o sabor da vida insana.
Desrespeitemos nossa constante dor,
Sempre trêmulos por cobranças,
Buscas diárias de formas para aplicar nossa vingança.
Precisamos de acordes mais fortes,
Urgência no desrespeito,
A subversão dói no peito,
Pulsação descontrolada,
Noites sem fôlego,
Coração fora de ritmo,
Forças para o próximo suspiro, que agora parece ser o último.
Wagner Marcelo "W3M"
Que hoje eu passei batom vermelho
Há 12 anos
Nenhum comentário:
Postar um comentário